segunda-feira, 13 de março de 2017

Por que envelhecemos?

Pesquisadores descobrem as causas genéticas do envelhecimento humano.

Embora se estude há muitos anos as causas evolutivas do envelhecimento, as conclusões apresentadas até o momento eram, frequentemente, contraditórias. Agora, novos dados sobre o genótipo (informação contida em nossos genes) e fenótipo (junção do genótipo e de fatores ambientais) trazem novas possibilidades que poderão nos deixar mais próximos da resposta tão esperada.

 
Um grupo de pesquisadores do Departamento de Ciências Experimentais e de Saúde da Universidade Pompeu Fabra (UPF), de Barcelona, e do Instituto de Biologia Evolutiva (IBE) – um centro conjunto da UPF e do Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC) – conseguiu identificar quais são as causas genéticas que justificam o envelhecimento humano. Para isso, analisaram as informações obtidas em uma década de pesquisa com bases genéticas de doenças complexas (Parkinson, câncer, diabetes, entre outras), testando diferentes teorias evolutivas do envelhecimento. 

As mutações nas células do corpo (alterações em seu código genético) são produzidas a partir do nascimento e se tornam mais frequentes em uma idade avançada. Mas nem todas as mutações são sinônimo de doença: algumas delas são benéficas em certos momentos da vida. 

Juan Antonio Rodríguez, primeiro autor do trabalho, afirmou que algumas das mutações benéficas na juventude podem se tornar prejudiciais na velhice. Apesar disso, a seleção natural faz com que essas mutações sejam transmitidas aos descendentes por se mostrarem positivas durante o período reprodutivo, deixando-nos mais propensos a uma velhice frágil e doente em prol de uma saúde melhor na infância e na juventude. O estudo revelou que, depois dos 40-50 anos, uma vez que os genes foram transmitidos aos descendentes, a seleção natural fica cega. 

Assim, conforme afirmou a codiretora da pesquisa, Elena Bosh, talvez a decadência física na velhice seja o preço evolutivo que temos que pagar por chegarmos saudáveis na idade reprodutiva.

Fonte: IIES
Imagem: Shutterstock

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Titanic: nova investigação diz que causa do naufrágio não foi o iceberg

Indícios apontam que foi o fogo, e não o gelo, que afundou o gigante!

A hipótese de que o Titanic afundou após se chocar contra um iceberg, no Oceano Atlântico, explicou uma das maiores tragédias da navegação civil em mais de um século – mais precisamente desde abril de 1912.


No entanto, uma nova teoria afirma que a verdadeira causa do naufrágio não está, na verdade, relacionada com o gelo, mas com o fogo. De acordo com o jornal britânico The Independent, um incêndio teria preparado o terreno para a tragédia que tirou mais de 1.500 vidas.

A conclusão de vários especialistas é que o Titanic teria afundado após um incêndio de pequena proporção que se estendeu por três semanas antes do navio se chocar contra o iceberg no Atlântico. 

Eles chegaram a essa conclusão após analisar um conjunto de fotografias que tinham sido pouco investigadas até o momento. São imagens tiradas pelo chefe de engenheiros elétricos antes do navio sair do estaleiro em Belfast. 

Nelas, é possível ver algumas marcas pretas de aproximadamente 9 metros de comprimento no lado direito do casco da parte dianteira, exatamente na zona onde o iceberg atingiu o Titanic.


A nova hipótese sustenta que o incêndio teria começado em um tanque de combustível, perto da caldeira. Apesar de um grupo de 12 homens ter lutado para apagá-lo, o fogo chegou a 1000°C e tornou a tarefa impossível. 

As altas temperaturas do incêndio teriam enfraquecido o casco de aço, de modo que, ao se chocar contra o iceberg, o revestimento do navio não aguentou o impacto, provocando o naufrágio.

Imagem: La PAz BCS/México - Instagram/Reprodução

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Entenda porque a União Soviética ganhou dos EUA na corrida espacial

No fim, as conquistas soviéticas foram mais mais significativas que uma caminhada pelo solo lunar!

Embora um dos marcos mais lembrados da Era Espacial tenha sido a chegada do homem à Lua a bordo da Apollo 11, isso não significa necessariamente que os EUA tenham sido vitoriosos na chamada “corrida espacial”. Muitos foram os eventos significativos que determinaram a supremacia russa em matéria de exploração espacial, além das várias contribuições internacionais. 


Tudo começou na Segunda Guerra Mundial, quando o lançamento da bomba atômica americana fez com que os russos quisessem desenvolver uma tecnologia que os colocasse em vantagem sobre os EUA. O resultado foi uma bomba tão pesada que precisou de um foguete mais poderoso para transportá-la. O projeto foi encomendado ao engenheiro Sergei Pavlovich Korolev, que concebeu o R-7 Semyorka: um foguete nove vezes mais potente que qualquer outro, mas pouco eficaz como míssil, e que por isso acabou sendo utilizado exclusivamente para a exploração espacial. 

Em pouco tempo, a URSS colocava em órbita o primeiro satélite simples, o Sputnik. E, no mesmo ano, 1957, lançava o primeiro satélite tripulado por um ser vivo: a cadela Laika. Somou-se a esses dois grandes sucessos propagandísticos o lançamento da primeira cápsula tripulada por um ser humano na história. A Vostok deu uma volta no planeta em 1 hora e 48 minutos. Em 1963, a URSS também foi responsável pelo voo orbital mais longo (5 dias) até a presente data; enviou a primeira mulher ao espaço (Valentina Tereshkova); e, em 1965, Alexei Leonov foi o primeiro ser humano a fazer uma "caminhada" espacial. 

Após a chegada dos americanos à Lua, em 1969, com o Apollo 11, os russos voltaram seu objetivo para a construção de estações espaciais, lançando, em 1971, a primeira estação espacial temporária da história, chamada Salyut. Em 1986, enquanto os EUA realizavam voos curtos, com ônibus espaciais, os soviéticos colocaram em órbita a primeira estação permanente, a MIR, um laboratório gigante suspenso no espaço. 

Em 1991, a dissolução da União Soviética colocou em perigo a existência da MIR, e os EUA, com medo que seus engenheiros espaciais acabassem no Irã ou na Coreia do Norte, ofereceram à Rússia que se tornasse sua sócia na exploração do Universo, após três décadas de rivalidade. Foi assim que os americanos chegaram à MIR, e, depois, outros países aderiram. 

Quando a MIR se desfez, ao retornar à Terra, em 2001,  foi substituída pela Estação Espacial Internacional (EEI), montada em órbita e que se mostrou quatro vezes maior que a estação russa. A EEI é um verdadeiro legado das conquistas do programa espacial desenvolvido pela URSS durante mais de 50 anos de exploração do Universo.

Fonte: BBC